O mercado de trabalho nacional evoluiu bastante nos últimos anos. Com isso, acabou importando vários conceitos de fora do país, como o feedback

Tais conceitos vieram, sobretudo, dos Estados Unidos. Dentre várias novidades surgidas, a prática de Feedback é certamente uma das mais importantes.

Em tradução literal, feedback quer dizer “comentários”. Porém, enquanto estratégia de RH (Recursos Humanos) e de relação entre líderes e liderados, essa expressão tem outros sentidos bem mais amplos e que vão muito além de um “comentário”.

Esse conceito é tão importante que hoje já se fala em cultura do feedback, afinal, é possível pedir esse tipo de comentário ou opinião não apenas quando se é funcionário de uma empresa: até um autônomo e mesmo uma marca/empresa precisam de feedbacks.

Embora algumas pessoas ainda tenham relutância quanto a ouvir conselhos e críticas pontuais, é preciso lembrar que toda boa crítica é construtiva, seja ela positiva ou negativa no sentido de reforçar uma qualidade, ou apontar uma questão que precisa ser melhorada.

Isso porque a função principal de um feedback é, exatamente, promover a melhoria dos parceiros, colaboradores e processos realizados – de modo que todos estejam em constante progressão.

Hoje em dia é praticamente impossível conceber a rotina de uma equipe sem que o líder, gestor ou tutor possa lançar mão do recurso dos feedbacks.  Por isso mesmo, é fundamental saber como utilizá-los de um modo eficiente e assertivo.

Assim, se deseja compreender como funciona esse universo, quais sãos as principais dicas, vantagens e benefícios implicados na cultura do feedback e, sobretudo, como ser assertivo em seu uso, siga adiante na leitura!

Quem ganha com essa ferramenta de comunicação?

Vivemos na época do endomarketing e da cultura corporativa vista como um norte para as grandes, médias e pequenas empresas.

Nesse mesmo cenário, o capital humano é visto como um dos maiores ativos que qualquer empresa pode ter.

Também é verdade que a dinâmica de trabalho atual e de uma entrevista de emprego podem ser consideravelmente mais complicadas que as de algumas décadas atrás. 

Isso ocorre porque houve muitas mudanças neste cenário e, hoje, existem vários conhecimentos agregados que um profissional precisa ter.

O mais notório é que as relações de trabalho se tornaram mais completas em todos os segmentos e setores de uma empresa. 

Assim, desde o profissional de um cargo estratégico de uma fábrica, por exemplo, até alguém do operacional que lida com Manutenção eletrônica industrial, todos precisam estar alinhados e atuar “na mesma página”.

Tudo isso seria muito difícil sem a ferramenta da comunicação e do feedback qualificado. 

De fato, muito mais do que fazer qualquer comentário ou crítica avulsa, o feedback deve ser assertivo, claro e visar a melhoria para ambos os lados.

O colaborador só tem a ganhar, pois vê na crítica uma oportunidade de crescimento, já que a empresa se preocupou em comunicar-se em vez de simplesmente julgá-lo. 

A própria corporação também ganha bastante, pois o funcionário que é reconhecido trabalha melhor.

A palavra-chave aqui é confiança. Há vários segmentos que estão em constante crescimento, muitas vezes atendendo clientes grandes, tal como as Empresas de fundição em sp, que lidam com montadoras de veículos, por exemplo. 

Isso porque essas empresas precisam de colaboradores alinhados, comprometidos e que transmitam a confiança de que entregarão o esperado com relação ao produto e ao serviço.

Quando a relação entre os líderes e os encarregados se desgasta, ou ocorrem situações que prejudicam o respeito e consideração entre as partes, a produtividade da empresa fica comprometida. Naturalmente, os dois lados perdem com isso.

Sobre a administração de situações de crise

Há uma verdade universal por trás de toda rotina de trabalho, seja a de um escritório ou de uma fábrica, que é bem simples: as relações humanas são complicadas.

Quando falamos em “feedback qualificado” remetemos ao fato de que não é nada fácil pontuar uma pessoa, tanto que existem cursos técnicos sobre gestão de pessoas e de talentos. De fato, várias qualidades são necessárias para essa função.

Se um líder controla toda a equipe da produção fabril de tubo galvanizado, por exemplo, e precisa administrar uma situação de crise, envolvendo atrasos constantes, é preciso que ele não leve a situação para o pessoal, por mais que os pontos ali tratados prejudiquem a todos e a ele também.

Outro exemplo pode ser encontrado no caso de empresas que trabalham com terceirização de serviços, como uma empresa da capital de São Paulo que vá fazer uma temporada de parceria na área de manutenção de motores elétricos em campinas.

Como é de imaginar, nesses casos o tutor ou líder precisa ter ainda mais conhecimento sobre sua equipe, além de mais domínio sobre as ferramentas de feedback, pontuação e comunicação geral com cada colaborador.

Ainda que o líder acompanhasse sua equipe, trabalhar distante da matriz e da residência dos funcionários pode ser desgastante e mais desafiador.

No caso de o gestor não os acompanhar em campo, surge o desafio de conseguir delegar para outro a liderança e os feedbacks.

Sem uma relação de confiança e alinhamento não é possível esperar que os colaboradores contribuam para os objetivos e missões da empresa.

Dicas de ouro sobre como desenvolver o feedback

Um ponto fundamental nesse cenário é compreender que o feedback não é uma ferramenta unilateral. 

Desse modo, é preciso abrir um espaço para que o corpo funcional também possa se manifestar, fazendo com que o feedback seja uma ferramenta de mão dupla.

Ou seja, com isso é possível que tanto você se aperfeiçoe em seus serviços quanto pode auxiliar o outro a progredir.

Na verdade, é preciso que haja maturidade tanto de líderes quanto de liderados, para que a comunicação possa fluir de modo eficiente e realmente atingir seus objetivos finais.

Quando a iniciativa parte do gestor, é preciso que ele esteja preparado. Essa preparação pode partir de vários pressupostos, tais como:

  • Consultar outras opiniões;
  • Redigir um roteiro do que será dito;
  • Prever eventuais objeções;
  • Jamais fazer o feedback em público;
  • Escolher um bom dia/hora;
  • Não ir direto ao assunto, nem demorar muito;
  • Ao entrar no assunto, ser claro e conciso.

Quase todas as indicações partem da importância psicológica desse tipo de abordagem. 

Realmente, grande parte da situação depende de como o gestor irá conduzir a situação, desde um café que se oferece até a capacidade de ouvir.

Uma dica bacana que se usa na área é a do rapport, que é uma conexão estabelecida nos primeiros segundos de conversa. Essa estratégia é comum nas vendas comerciais.

Nesse cenário, um vendedor de Vibrador pneumático pode iniciar a conversa dizendo que na vida as situações boas e ruins não devem se misturar, assim como é preciso separar atitudes, as relações, etc.

Na sequência, ele pode explicar que os vibradores pneumáticos trabalham com o mesmo princípio: impedir que produtos finos (cimento, areia, etc.) tenham contato danoso com a umidade.

Também assim, o rapport pode ser utilizada para a finalidade dos feedbacks. Seja com um trocadilho sobre a própria solução oferecida pela empresa, seja em função de qualquer pergunta pessoal sobre o colaborador ou sua família.

Franqueza: como não ser excessivo nem permissivo?

Inegavelmente, é preciso ser franco e sincero. Porém, como já vimos acima, isso não quer dizer que é preciso jogar mil e uma críticas no colo do interlocutor, seja ele (a pessoa que vai receber o feedback) o líder ou o liderado.

O foco é sempre sair da reunião de feedback em uma situação favorável e não desfavorável ou com um problema maior do que o do início.

Se a empresa trabalha com Molas a gás, por exemplo, e o problema está sendo o atraso na entrega de demandas de grandes clientes, é preciso deixar isso bastante claro.

Vale mencionar neste ponto que esse é um ramo que está crescendo bastante – o que significa que há uma boa concorrência. Basicamente, essas molas servem para vários produtos, desde camas tipo box e armários até portas de automóvel.

Por isso é essencial tomar cuidado com as operações e dar um feedback certeiro para a equipe responsável pelo atraso – seja a produção ou a entrega.

Não é raro ouvir falar em casos no qual uma reunião de feedback começa mal ou termina mal. De fato, um funcionário pode entrar achando que vai ser promovido, quando na verdade precisa ouvir uma crítica construtiva. 

Do mesmo modo pode acontecer de ele sair achando que está tudo bem, sem ter entendido que há um ponto sério em que precisa melhorar. Por isso a franqueza é fundamental.

Outro exemplo prático pode se dar na indústria de Maquinas de ourives, dispositivo que lida com materiais nobres e caros, exigindo uma excelência ímpar em termos de manutenção preventiva e rotina de trabalho.

Deixar de emitir feedbacks claros em um caso assim pode resultar em prejuízos seríssimos para a empresa. 

Uma dica para ser franco é começar pelos pontos fortes, mas também sem exagerar; depois dos elogios, os pedidos de melhoria soarão naturais.

Aprendendo a fechar com chave de ouro

A última dica é como um bônus: tenha sempre um plano de ação detalhado, concreto e claro de qual é o próximo passo a ser dado.

O importante aqui é deixar explícito que a reunião de feedback não foi apenas uma “desculpa” para o apontamento de defeitos ou culpados de algo.

Se a empresa trabalha com Boia elétrica de nível, por exemplo, e está precisando aumentar a produtividade com base no cumprimento de horários, é preciso demonstrar os benefícios práticos que os funcionários alinhados atingirão.

Demonstrar que a empresa está crescendo e que o bom funcionário será reconhecido na hora certa é uma excelente forma de finalizar a reunião e de, com isso, também demonstrar um plano de ação por parte do líder/gestor.

Em todos esses casos, a comunicação interna em geral e o feedback são medidas essenciais para o crescimento sustentável de um negócio.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.